As Ricas Horas do Duque de Berry

As Ricas Horas do Duque de Berry
As Ricas Horas do Duque de Berry. Produção dos irmãos Limbourg - séc. XV. Mês de dezembro

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Arqueólogos descobrem adega de 3.700 anos

Fonte: Portal UOL - Da redação em 29 de Novembro de 2013 às 09:05


Arqueólogos da Universidade George Washington fizeram uma grande descoberta ao escavar uma região ao norte de Israel, conhecida como Canaã. Lá, eles desencavaram 40 jarras de vinho bem preservadas que datavam de 3.700 anos atrás.
“Esses provavelmente não eram os vinhos correntes, do dia a dia. Provavelmente eram caros. Talvez tenham sido usados por um rei”, aponta o professor Eric Cline, um dos diretores da escavação. Os jarros foram encontrados em uma sala que aparentemente era usada como adega e análises químicas mostram que vinho era guardado lá, provavelmente um lote real, caracterizado por uma impressionante padronização de ingredientes nas jarras de 50 litros.
Segundo os historiadores, essa é a mais antiga adega descoberta, já que jarras de vinhos encontraads em escavações mais antigas não parecem estar vinculadas a um lugar de consumo próximo. O palácio da cidade de Tel Kabri foi usado até 1700 a.C e, diferentemente das outras ruínas mundo afora, o lugar da estocagem de vinhos estava claramente ligado à sala de jantar.
A adega cananeia dá pistas da evolução da produção de vinho e do consumo pela alta sociedade da época. Os cananeus provavelmente já produziam vinho desde 5.000 a.C e trouxeram vinhas do Egito através do Mediterâneo para o sul da Europa. Análises químicas revelaram certos compostos em algumas jarras, sugerindo a presença de mel, menta, canela, zimbro e resinas de árvores, mostrando que o vinho era aromatizado.

 


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Roteiro de estudos para os exames de 2a Fase 2014: Unesp, Fuvest e Unicamp

Caros leitores,

Este post é dedicado aos meus alunos, que nestas próximas semanas, estarão se preparando para os exames dissertativos das principais Universidades de São Paulo.

Para começo de conversa: Toda questão dissertativa é uma mini-redação, que portanto, deve ter começo, meio e fim. Dessa forma, por mais simples que seja a pergunta: "Cite duas características da economia açucareira no Brasil Colonial.", a resposta deverá começar com algo como: "São características da economia açucareira tal coisa e tal coisa." ou "Podemos citar como características isso e aquilo". Expressões ou palavras soltas, por mais certas que estejam, apenas darão a entender ao corretor que você leu a pergunta, parece que entendeu o que deveria responder, mas não soube fazê-lo.

Sempre use a norma culta, nada de gírias, expressões populares ou linguagem de internet, a menos que, tenha alguma relação com a pergunta feita. Caso seja uma questão que envolva o uso de uma parte do texto do enunciado ou fonte textual presente na pergunta, faça a citação formal: Segundo o texto : "....." ou De acordo com o autor: ".....".

A letra deve ser a mais legível possível, evitando não só as abreviaturas (quando abreviamos algo, nós sabemos o quê fizemos, mas um leitor pode não entender e nesse caso, sua nota está em jogo!), como também, uma letra muito pequena e compactada para fazer uma resposta muito maior e muito cuidado com o uso de expressões estrangeiras ou mesmo citações de frases famosas, pois podem prejudicar sua resposta se forem mal utilizadas, então, nada de floreios ou tentativas forçadas de mostrar uma "elevada erudição" ao corretor.

Uma boa resposta pode ser concisa, clara e objetiva, uma vez que o tempo e o espaço disponíveis não são muito grandes para grandes elocubrações ou debates. Mais do que nunca, é imprescindível lembrar que a resposta será avaliada por dois critérios principais: a presença de informações corretas e a apresentação de uma capacidade de argumentação consistente.

Caso você não saiba a resposta de um item, não tente fazer como naquelas provas do colégio, escrevendo "um monte de coisas desconexas, nada relacionadas à pergunta", o famoso "encher linguiça" e fique esperando que o corretor "terá o cuidado de ver o que se salva dali", como muitas vezes, vários professores tentaram/tentam fazer na sua vida escolar.

No caso do vestibular, há uma grade de informações que todos os corretores têm e nela constam as "palavras-chave e conceitos" que devem estar obrigatoriamente presentes e daí se estabelece o que é uma resposta "satisfatória", uma resposta "acima da média" e o que pode ser uma resposta "abaixo do esperado".

Colocar detalhes ou informações específicas sobre o tema perguntado não são garantia de "mais nota", pelo contrário, pode mais atrapalhar que ajudar.

Os exames trabalham, geralmente, com duplas de corretores e caso haja entre eles uma divergência, pode ser acionado um terceiro para fazer o desempate.

Em História, quais seriam os temas prováveis para a 2a fase? Bem, uma sugestão inicial é buscar as ausências da 1a fase, pois como o programa é grande e numa 1a fase, o número de questões é pequeno, busca-se, no exame como um todo, cobrir a maior parte do programa.

Os exames podem se valer de uma determinada efeméride: 40 anos do 1o Choque do Petróleo ou 60 anos da fundação da PETROBRAS para fazer uma pergunta, porém, não há uma obrigatoriedade nisso, então, uma outra possibilidade é observar os temas mais discutidos nos diferentes meios de comunicação (jornais, TV, internet, etc) e se informar bem, pois podem vir a se tornar um tema de uma questão. No entanto, nada de exagero, pois o vestibular não tem a obrigação de fazer a "cobertura " dos acontecimentos mais recentes como as mídias fazem.

Mais do que recomendável é, neste momento, é a resolução das provas dos anos anteriores do exame que lhe interessa, pois apesar da abordagem e tema mudarem, acima de qualquer coisa, é a ambientação para responder questões de diferentes temas e recortes. Por exemplo, a Unicamp disponibiliza em seu site (http://www.comvest.unicamp.br/), um conjunto de informações sobre as "respostas esperadas", usando exemplos dos textos escritos pelos candidatos, obviamente sem mencionar suas identidades, assim, você pode ter uma noção de como o processo de avaliação é conduzido. Infelizmente, outras instituições não seguiram a postura da Unicamp.

Bons estudos para todos!




segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Muçulmano hostilizado retrata 'Jesus histórico' com equilíbrio

Fonte: Portal UOL - Reinaldo José Lopes

Havia tantos fragmentos da cruz de Jesus espalhados pelas igrejas medievais que os mais desconfiados brincavam que, se todas as lascas fossem verdadeiras, ele teria sido crucificado em cima de uma floresta inteira.

Se a mesma conta for feita para o papel gasto em livros sobre o personagem histórico por trás do Cristo da fé, a floresta fica do tamanho da Amazônia. Mais um livro nesse filão faz alguma diferença?

Se você for um recém-chegado ao interminável debate sobre o "Jesus histórico", vale a pena dar uma olhada em "Zealot: The Life and Times of Jesus of Nazareth" ("Zelote: A Vida e a Época de Jesus de Nazaré"), obra do iraniano-americano Reza Aslan que está na lista de mais vendidos nos EUA após a hostilização do autor na rede de TV Fox News.

Em uma entrevista, a apresentadora da Fox insistiu por dez minutos em questionar por que Aslan, um muçulmano, escreveria sobre Jesus. Na verdade, Aslan (vide foto abaixo), que já foi cristão evangélico, consegue resumir com clareza boa parte dos resultados de dois séculos de pesquisa sobre a historicidade do protagonista dos Evangelhos. O livro será lançado no Brasil pela Zahar.



UM JUDEU MARGINAL

Aslan mostra que Jesus foi um profeta galileu de carne e osso, que realmente foi crucificado em Jerusalém por volta de 30 d.C. (quase nenhum estudioso sério aceita a ideia de ele era apenas uma figura mítica).
Como dizem os evangelistas, ele de fato teve 12 apóstolos --número provavelmente escolhido para representar a reconstituição das 12 tribos de Israel no final dos tempos.

A partir daí, a argumentação do livro parece ficar mais controversa. Para Aslan, um pregador totalmente desinteressado em relação à política de seu tempo não teria recebido a sentença da crucificação --suplício que os romanos costumavam reservar para quem participava de insurreições contra o Império.

Os "ladrões" crucificados ao lado de Jesus na verdade são designados com o termo grego "lestes", que também poderia ser traduzido como "guerrilheiro".
Faz sentido, mas o escritor provavelmente vai longe demais ao sugerir que Jesus flertou com a ideia de uma revolta armada contra Roma.

E um tanto forçada é a cisão radical que ele pinta entre os discípulos originais de Cristo e o apóstolo Paulo, para Aslan o único responsável por transformar o cristianismo nascente em algo mais do que uma seita judaica.

Um ponto que diminui os méritos do livro: não há nenhuma discussão sobre os métodos que os historiadores usam para distinguir história de teologia nos Evangelhos.
Metodologia pode ser chata, mas é essencial para mostrar que especialistas não usam apenas achismo na hora dessas avaliações.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Após 49 anos, Congresso anula sessão que afastou Jango da Presidência

Fonte: Portal UOL - 21/11/2013 - Por Marcos Falcão

O Congresso Nacional aprovou na madrugada desta quinta-feira (21) um projeto que anula a sessão realizada pela Casa no dia 2 de abril de 1964, que declarou vaga a Presidência da República exercida na época pelo presidente João Goulart, o Jango (1919-1976), viabilizando o reconhecimento do novo governo militar (1964-1985).
Deputados e senadores vão fazer uma cerimônia para proclamar a nulidade da sessão. A proposta foi apresentada pelos senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AL).

A sessão do Congresso de 1964 foi realizada de madrugada e, por decisão do então presidente do Congresso, Auro de Moura Andrade, a vacância foi declarada. No pedido, os dois senadores afirmam que a anulação faz um "resgate histórico" porque a vacância permitiu o golpe militar de 1964, embora Jango estivesse em Porto Alegre (RS) em solo brasileiro. A ideia, de acordo com os parlamentares, seria retirar qualquer "ar de legalidade" do golpe militar de 1964.

"Fica claro que o ato do Presidente do Congresso Nacional, além de sabidamente inconstitucional, serviu para dar ao golpe ares de legitimidade", afirmam os senadores na justificativa do projeto. Simon e Randolfe afirmaram que, depois de 49 anos da sessão, o Congresso "repudia de forma veemente a importante contribuição ao golpe dada pelo então presidente do Legislativo".

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que o Congresso estava reparando essa mancha na história do Brasil. "É uma desculpa histórica".
Em discurso, Simon disse que a proposta não pretende reescrever os fastos. "Não vamos reconstituir os fatos. A história apenas vai dizer que, naquele dia, o presidente do Congresso usurpou a vontade popular de maneira estúpida e ridícula, depondo o presidente da República", disse.

Um dos principais defensores da ditadura militar, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) foi voz praticamente isolada contra a medida e disse que a proposta era irregular pois estavam querendo"tocar fogo" no Diário do Congresso Nacional. "Querem apagar um fato histórico de modo infantil. Isso é mais do que stalinismo, quando se apagavam fotografias, querem apagar o Diário do Congresso".

A votação foi acompanhada por João Vicente Goulart, filho do ex-presidente. O texto foi aprovado aos gritos de "Viva o Brasil", "Viva democracia" e "Viva Jango".

Com o objetivo de verificar as causas da morte de Jango, o corpo do ex-presidente foi exumado, na semana passada, no cemitério da cidade gaúcha de São Borja, na fronteira com a Argentina. A família e o governo suspeitam que Jango teria sido envenenado durante seu exílio na Argentina. Na época, não houve autópsia. De São Borja, os restos mortais foram trazidos a Brasília e recebido com honras de chefe de Estado pela presidente Dilma Rousseff.



A perícia será feita no DF e amostras serão enviadas para análise em laboratórios no exterior. A intenção é voltar a homenageá-lo novamente em 6 de dezembro, dia em que a morte completará 37 anos e o corpo deverá voltar a São Borja (a 581 km de Porto Alegre), na fronteira com a Argentina.


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

E o Brasil dormiu Império e acordou República...


A queda do Império
 
O governo do Império tinha perdido suas bases econômicas, militares e sociais. Porém, as ideias republicanas não tinham grande penetração popular, mesmo às vésperas da queda da monarquia. O povo estava descrente do regime, mas não havia uma crença generalizada de que a República seria a solução para os problemas do País.
 
            Havia até certo temor quanto à questão sucessória do trono. Os dois filhos homens de D. Pedro II tinham morrido ainda crianças e, como a sucessora natural era a Princesa Isabel, casada com o francês Conde d’Eu, não era simpático para a opinião pública e as forças políticas da época que o terceiro reinado viesse a ser comandado por um estrangeiro.
 
            Na capital, Rio de Janeiro, os republicanos insistiram junto ao Marechal Deodoro para que ele chefiasse o movimento que poria fim à monarquia. Mas Deodoro estava indeciso, pois era amigo pessoal de Pedro II, pois defendia que a República só seria proclamada após a morte do imperador. Mas mudou de ideia quando, em 14 de novembro, começaram a circular boatos de que ele (Deodoro) e o professor Benjamim Constant seriam presos.
 
            Na madrugada de 15 de novembro de 1889, o Marechal iniciou o movimento golpista que pôs fim ao regime imperial. Os revoltosos ocuparam o quartel-general do Rio de Janeiro e, depois, o Ministério da Guerra, e depuseram o Visconde de Ouro Preto. Na tarde do dia 15, na Câmara Municipal, a República foi proclamada em cerimônia solene.
  
            D. Pedro II, que estava em Petrópolis, retornou ao Rio, pois pensava que o objetivo dos golpistas era impor a substituição do Ministério. O imperador já articulava a formação de um novo gabinete quando recebeu das mãos do Major Frederico Sólon Sampaio Ribeiro uma comunicação, na qual era intimado a deixar o País, pois não era mais considerado o legítimo governante. Na manhã de 17 de novembro, D. Pedro II partiu com toda a família para o exílio na Europa, rumando primeiro para Portugal, onde falecera a imperatriz Teresa Cristina e depois para Paris, onde D. Pedro ficou residindo até sua morte em 1891.



O nascimento da República


As diversas forças que se uniram para proclamar a República organizaram-se para formar um Governo Provisório. Sob a liderança de Marechal Deodoro da Fonseca, a primeira administração do novo regime procurou conciliar os interesses de militares, de fazendeiros de café e das camadas médias urbanas. O primeiro ministério foi composto por várias personalidades que se destacariam na vida política do período, como Aristides Lobo, Benjamin Constant, Quintino Bocaiúva, Campos Sales, Rui Barbosa, Demétrio Ribeiro, entre outros.

            Entre as principais medidas tomadas pelo Governo Provisório, pode-se destacar o fim do caráter vitalício do cargo de senador, a dissolução da Câmara e a expulsão da família real. Foi realizada, também, uma grande naturalização, pela qual muitos estrangeiros que aqui moravam puderam adquirir a nacionalidade brasileira. Houve a separação entre Igreja e Estado, promoveu-se a liberdade de culto e regulamentou-se o casamento civil. Para as províncias e as cidades mais importantes, foram nomeados interventores, em sua maioria militares.

            Em dezembro de 1889, foram marcadas eleições para que entrasse em funcionamento uma Assembleia Constituinte. Tais eleições deveriam ocorrer em setembro de 1890 e, durante esse período, já havia corrosivas disputas internas no Governo Provisório.

            A pasta da Fazenda era ocupada pelo advogado Rui Barbosa, que colocou em prática sua reforma econômica. Em meio a uma economia marcada pela concorrência desleal dos monopólios privados e a voracidade imperialista desferida pelas potências europeias e pelos Estados Unidos, Rui Barbosa deu início a um projeto de incentivo à produção interna. Nesse sentido, aumentou as taxas alfandegárias de produtos importados que tivessem similares produzidos no Brasil.

            Segundo o historiador Werneck Sodré, Rui Barbosa “tomou medidas de incentivo às atividades de menos vulto, como a fundação de um Banco de Crédito Popular, cuja finalidade era realizar empréstimos a juros módicos e maior assistência ao operário com a construção de habitações populares...”.

            Bancos estrangeiros ameaçaram fechar, mas o ministro afirmou que, se isso ocorresse, o governo nada faria para impedi-los. Rui Barbosa também extinguiu o pagamento de indenizações aos antigos proprietários de escravos.

            A abolição da escravidão e a corrente migratória criaram um número maior de assalariados e a consequente necessidade de mais moeda circulante. Tentou-se obter empréstimos junto a bancos europeus, mas sem sucesso. A solução foi o abandono do padrão ouro e um aumento na emissão  de papel-moeda, visando ao crescimento do crédito. Alguns bancos foram autorizados a emitir dinheiro usando títulos do governo como lastro. Tal prática ficou conhecida como pluriemissão.

            Num primeiro momento, essas medidas reativaram os negócios, mas a produção interna não cresceu na mesma proporção, aumentando, assim, a inflação. O resultado foi catastrófico; “Empresas fantasmas” surgiam da noite para o dia, cédulas falsas misturavam-se às verdadeiras - provocando o caos financeiro –, instalava-se uma especulação desenfreada com títulos, ações e outros componentes que jogaram o país em uma violenta crise econômica.

            Essa especulação financeira assemelhava-se aos bastidores do Jóquei Clube. Daí o fato de, na época, muitos se referirem ao plano de Rui Barbosa pelo nome de Encilhamento. O ministro havia avaliado mal a situação social e econômica do país, desprezando o fato de o Brasil ter eliminado o escravismo muito recentemente e de que o mercado interno era insuficiente para acompanhar uma rápida industrialização. Também não considerou a pressão que poderia sofrer do capital internacional. Tais fatores precipitaram a demissão de Rui Barbosa.

 
REPÚBLICA DA ESPADA

            Com a Proclamação da República e a nomeação de Deodoro da Fonseca para governar como chefe do movimento revolucionário, foi convocada uma Assembleia Nacional Constituinte, que elaborou o texto para uma nova Constituição, a segunda do Brasil e a primeira de uma série de seis republicanas.

            A Constituição de 1891 apresentou importantes avanços para a época. Profundamente influenciada pelas constituições dos EUA e da Argentina, previa regime presidencialista, federalismo (autonomia para os Estados) e voto universal masculino aberto e descoberto. Este último item, bem como a grande autonomia dos Estados e a inexistência de justiça eleitoral, provocaram um fenômeno, que se tornou típico da República das Oligarquias: a manipulação eleitoral.


Constituição de 1891

·      Regime republicano presidencialista

·      Três poderes autônomos e equilibrados

·      Grande autonomia dos estados

·      Estado laico (separação entre igreja e o estado)

·      Voto universal masculino aberto (exceto analfabetos, mendigos e clérigos)

·      Representatividade regional e federal renovável

·      O município Neutro passou-se a chamar Distrito Federal

sábado, 9 de novembro de 2013

Alemanha lembra os 75 anos da 'Noite dos cristais'

Fonte: Portal G1 by France Press

A Alemanha lembra neste sábado e domingo a "Noite dos Cristais", onda de violência contra os judeus organizado pelo regime de Hitler, há 75 anos, que revelou ao mundo sua violência antissemita.

Alemanha lembra os 75 anos da 'Noite dos cristais' (Foto: Britta Pedersen/DPA/AFP)

Na madrugada de 9 para 10 de novembro de 1938, e durante todo o dia que se seguiu, propriedades de judeus foram saqueadas em todo o país, sinagogas foram queimadas e 30 mil homens presos e deportados.
Estes episódios de violência deixaram 90 mortos entre a população judaica alemã.
os estragos da "Kristallnacht" fonte: wikipedia
Esta súbita explosão de violência foi apresentada pelos nazistas como uma revolta espontânea em resposta ao assassinato de Ernst vom Rath, secretário da embaixada alemã em Paris, por Herschel Grynszpan, um estudante de 17 anos que queria vingar a expulsão de sua família da Alemanha.

Mas os tumultos foram, de fato, organizados pelo regime de Hitler.
No último sábado, em uma mensagem de vídeo semanal publicada em sua página na internet, a chanceler Angela Merkel considerou que esses eventos "foram os piores momentos da história alemã", mesmo que o Holocausto que se seguiu tenha sido "um evento mais dramático".
Ela pediu que os alemães "demonstrem coragem cívica para que nenhuma forma de antissemitismo seja tolerada".
A Alemanha acolhe atualmente a terceira comunidade judaica da Europa - atrás de França e Grã-Bretanha - com 200 mil pessoas.
No momento em que Hitler chegou ao poder, em 1933, havia 560 mil judeus na Alemanha. Mas, em 1950, apenas 15 mil ainda viviam no país. A comunidade renasceu após a queda do Muro de Berlim.
Em uma entrevista à imprensa, publicada neste sábado, o presidente do Conselho Central de judeus da Alemanha, Dieter Baumann, desejou que seus concidadãos "participem sinceramente e com emoção" e declarou que estes aniversários conduzem muito frequentemente a um "recolhimento ritualizado".
O presidente alemão, Joachim Gauck, participará na tarde deste sábado de uma cerimônia no Memorial da sinagoga queimada de Eberswalde, cidade perto de Berlim, em 9 de novembro de 1938.
E, no domingo, o ministro do Interior, Hans-Peter Friedrich, irá discursar em uma sinagoga no centro de Berlim.
Dezenas de lojas na capital alemã vão colar neste fim de semana em suas vitrines um adesivo plástico que cria a impressão de que elas estão quebradas, para lembrar as lojas judaicas saqueadas pelos nazistas.
A prefeitura pediu que os moradores limpem os cerca de 5 mil pequenos tijolos dourados, sobre os quais estão inscritos os nomes dos judeus e a data de sua deportação, e que estão inseridos nas calçadas de Berlim na frente de suas antigas casas.
No domingo, em frente ao Portão de Brandemburgo, coração turístico de Berlim, haverá uma instalação multimídia, com jovens apresentando vídeos curtos contra o racismo e o antissemitismo. Testemunhas e sobreviventes da época estarão presentes.
Não muito longe dali, o centro de documentação "Topografia do Terror" abriu na última sexta-feira uma exposição intitulada "Isso queima! 75 anos após o pogrom de 9 de novembro". Ela estará aberta à visitação até o dia 2 de março de 2014.
No Twitter, a conta @9Nov38 conta "em tempo real" - em alemão - os incidentes ocorridos na Noite dos Cristais.
O dia 9 de novembro marca outros momentos importantes da História alemã, o que lhe vale o apelido de "dia do destino" (Schicksalstag). É, entre outros, o aniversário da queda do Muro de Berlim (1989).
Neste sábado também é lembrado o 90º aniversário do Putsch de Munique (1923), uma tentativa frustrada de tomada de poder por parte de Adolf Hitler que não impediu sua ascensão política posterior.
E o dia marca ainda o 85º aniversário da primeira República Alemã, com a abdicação do Imperador Guilherme II em 1918.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

EUA pedem à Alemanha que revele lista de obras saqueadas por nazistas

Fonte: Portal UOL by Reuters 08/11/2013

Os Estados Unidos pediram à Alemanha que publique uma lista das 1.400 obras de arte roubadas pelos nazistas e que foram encontradas em um apartamento de Munique no ano passado, durante uma investigação alemã de evasão fiscal, disseram autoridades norte-americanas nesta quinta-feira (7).
As autoridades, que falaram sob anonimato, disseram que diplomatas norte-americanos tinham contatado o governo federal alemão sobre o vasto tesouro de arte, que inclui pinturas anteriormente desconhecidas de Henri Matisse e Otto Dix.



Uma autoridade norte-americana disse que o governo dos EUA soube pela imprensa sobre a descoberta do tesouro, que veio a público nesta semana e inclui obras de artistas como Canaletto, Courbet, Picasso e Toulouse-Lautrec.

"Nossa missão é discutir essa notícia com as autoridades alemãs relevantes, e pedimos a elas que publiquem uma lista completa das pinturas recuperadas", disse essa autoridade, dizendo que os contatos norte-americanos foram com o governo federal alemão, que por sua vez estava lidando com as autoridades locais sobre a questão.

O auto-retrato e pintura de Otto Dix são alguns dos exemplos deste tesouro

Investigadores da alfândega confiscaram no ano passado as pinturas, desenhos e esculturas, que datam do século 16 até o período moderno, mas ficaram em silêncio até agora porque descobriram a arte durante uma investigação de evasão fiscal, o que exige sigilo.
O sigilo e o fato de não publicar até agora uma lista de obras completa atraiu críticas dos que argumentam que a publicação de tais descobertas é crucial para estabelecer sua propriedade e devolvê-las a seus proprietários de direito.

Os nazistas saquearam de forma sistemática centenas de milhares de obras de arte de museus e de pessoas em toda a Europa. Milhares de obras ainda estão desaparecidas.

 

Quadro do pintor Alemão Franz Marc, morto em 1916, durante a I Guerra Mundial

Grupos judaicos exigiram que as origens das obras de arte fossem pesquisadas o mais rápido possível, para que, saqueadas ou extorquidas, elas possam ser devolvidas a seus donos originais.
Para algumas famílias, a arte desaparecida constitui os últimos objetos pessoais de parentes mortos durante o Holocausto.

Enquanto peritos consideram que as obras têm um enorme valor artístico, a tarefa de devolvê-las a seus donos de direito pode levar muitos anos e apresenta um enorme problema legal e moral para as autoridades alemãs.
O espólio, encontrado no flat de Cornelius Gurlitt, filho de um marchand da época da guerra, está entre as mais significativas descobertas de obras roubadas pelo regime nazista. Pode valer mais de 1 bilhão de euros (1,3 bilhão de dólares), segundo uma revista alemã, embora autoridades tenham se recusado a comentar.

Gurlitt, que às vezes vendia pinturas para se sustentar, desapareceu.
Um pesquisador norte-americano disse na quarta-feira que as tropas aliadas confiscaram mais de 100 obras de arte do pai de Gurlitt, e então as devolveram cerca de quatro anos depois.

Marc Masurovsky, que integra um grupo que luta para devolver a arte saqueada pelos nazistas a seus proprietários, disse que documentos no Arquivo Nacional dos EUA mostram que a maioria das obras foi devolvida ao colecionador, Hildebrand Gurlitt.

Ao menos uma das peças listada nos documentos parece estar entre as 1.400 encontradas no apartamento do filho de Gurlitt, disse Masurovsky.

domingo, 3 de novembro de 2013

Bomba da Segunda Guerra Mundial é desarmada na Alemanha

Fonte: Portal G1 03/11/2013




Explosivo de 1,8 tonelada foi achado em Dortmund, na Alemanha. (Foto: Ina Fassbender/Reuters)


Peritos alemães desativaram com sucesso na cidade de Dortmund neste domingo (3) uma bomba aérea de 1,8 tonelada da Segunda Guerra Mundial, em uma operação que obrigou a retirada de 20 mil moradores da região.


As equipes de emergência terminaram sem complicações as tarefas de desmontagem da bomba no bairro de Hombruch por volta de 13h45 (horário de Brasília), cerca de cinco horas depois do início dos trabalhos.




O único incidente aconteceu quando, minutos antes de os especialistas começarem a trabalhar, dois cadeirantes entraram em contato com a polícia para comunicar que não tinham podido abandonar suas casas e permaneciam dentro da zona de segurança.
As forças de segurança evacuaram um raio de de 1,5 quilômetro ao redor da bomba, que foi descoberta durante a análise de imagens aéreas de uma área industrial da cidade.
Apesar de na Alemanha continuar sendo frequente a descoberta e retirada de bombas da Segunda Guerra Mundial que não explodiram durante os intensos ataques da aviação aliada, o grande tamanho desta é pouco habitual.
Em Dortmund apenas três bombas com esse peso foram descobertas desde a guerra.
Em dezembro de 2011 aconteceu a maior evacuação da história da Alemanha, com cerca de 45 mil pessoas afetadas, devido às tarefas de desativação de uma bomba também de 1,8 tonelada descoberta na cidade de Koblenz.