As Ricas Horas do Duque de Berry

As Ricas Horas do Duque de Berry
As Ricas Horas do Duque de Berry. Produção dos irmãos Limbourg - séc. XV. Mês de dezembro

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Peste negra: novas pesquisas sobre o antigo flagelo

Albrecht Dürer 1515 - " Os Quatro cavaleiros do Apocalipse"
Fonte: Portal UOL

30/08/2011 - 16h09

Estudo vincula peste negra da Idade Média a doença atual

WASHINGTON, 30 agosto 2011 (AFP) - Uma versão muito menos virulenta da bactéria que provocou a peste negra, a devastadora pandemia que matou um terço da população da Europa no século XIV, ainda existe atualmente, segundo estudo publicado esta terça-feira.
Exames de DNA das ossadas de vítimas da terrível doença, encontradas em uma fossa comum de um cemitério medieval de Londres, revelaram parte do mesmo sequenciamento genético da peste bubônica moderna, apesar de seus atributos diferentes.
"Pelo menos esta parte da informação genética variou muito pouco nos últimos 600 anos", afirmou Johannes Krause, um dos autores do estudo, publicado nas Atas da Academia Nacional de Ciência (PNAS) dos Estados Unidos.
"Sem sombra de dúvida, o agente patogênico conhecido hoje como 'Yersinia pestis' também foi a causa da peste (negra) na Idade Média", acrescentou.
A peste negra matou um terço da população europeia em apenas cinco anos, de 1348 a 1353, mas os surtos modernos têm sido muito menos mortais.
Um surto em Mumbai, Índia, em 1904, por exemplo, matou 3% da população, apesar de ter ocorrido antes da descoberta dos antibióticos.
Para o estudo, realizado pelo Instituto de Arqueologia Científica da Universidade de Tubingen, na Alemanha, e pela Universidade McMaster, no Canadá, os cientistas extraíram o DNA de 109 esqueletos de uma fossa comum, no cemitério de East Smithfield, em Londres.
Ao comparar o DNA com o de dez esqueletos escavados de um sítio anterior à peste negra, os cientistas puderam demonstrar que não havia sido contaminado por material moderno genético ou bactérias do solo.
Os autores sustentam que a versão da bactéria que causou a peste medieval provavelmente tenha sido extinta, mas sugerem que novas pesquisas poderiam revelar como pôde ter evoluído até se transformar em uma cepa menos virulenta.
A peste negra, que afeta tanto animais quanto humanos, é causada pela bactéria 'Yersinia pestis', que os roedores transmitem aos humanos através de pulgas infectadas.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Dicas de Estudo no Portal UOL

Caros leitores, segue abaixo uma matéria que saiu no Portal Uol apresentando dicas para se preparar melhor para os exames vestibulares.

Bons estudos e boa leitura!!

22/08/2011 - 09h00 / Atualizada 23/08/2011 - 14h40

Vai chover hoje? Clima é tema previsível em Geografia

Ligia Sanchez*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
Não são só os ingleses que adoram falar sobre o clima. Os examinadores dos vestibulares também têm uma queda pelo tema, recorrente nas provas de Geografia das principais universidades e no Enem. Brincadeiras à parte, a professora Vera Antunes, do Curso e Colégio Objetivo, afirma que as perguntas pedem para interpretar gráficos de chuva, tipos de climas.
"Além da aplicação em imagens, é importante entender os fenômenos e saber explicá-los, por exemplo, a relação entre desmatamento, infiltração da água no solo e deslizamentos de terras no período de chuvas tropicais, como aconteceu em Petrópolis-RJ no início do ano".
Pais, filhos, gerações, evolução
Na segunda parte dos fundamentos da genética clássica, em Biologia, os temas de destaque desta semana são o padrão de herança de genes ligados ao cromossomo sexual e meiose e sua relação com a segregação independente.
Segundo o professor Tony Manzi, do Cursinho Henfil, é importante saber os padrões de herança relacionados ao cromossomo X. Dentro do assunto, são frequentes perguntas sobre doenças como daltonismo e hemofilia. Em relação à meiose, o professor Luiz Carlos Pellinello, do Objetivo, afirma que o aluno precisa conhecer os detalhes da divisão meiótica e onde os genes estão no mesmo cromossomo ou em diferentes. O complexo de crossing-over e características de síndromes costumam ser temas das questões.
Conservação de energia e potência são os destaques no roteiro de Física desta semana, que trata sobre energia. O professor Eduardo Figueiredo, do Objetivo, afirma que é importante saber o teorema da energia cinética. Já para o Enem, as questões não exigem muito cálculo e fórmulas, de acordo com o professor Márcio Haga, do Cursinho Henfil. “Já em grandes vestibulares, como a Fuvest, o tema pode aparecer de forma mais complexa, relacionado a outras partes da física”.
Ponto complexo
Sabe o que é um ponto no plano cartesiano? As piadas sobre pontinhos devem muito aos números complexos, tema de Matemática desta semana. "Quando escrevemos o número complexo, representamos algebricamente o ponto no plano cartesiano", explica o professor Giuseppe Nobilioni, do Objetivo.
Segundo ele, este conteúdo deve ficar fora do Enem. "Já na Fuvest, é importante. Caiu em uma das últimas provas da FGV também", afirma. Ainda dentro do tema, a forma trigonométrica facilita potenciação e radiação.
Para solucionar
Temos um longo capítulo de Química para encerrar o bloco de disciplinas da área de exatas. Sobre soluções, as provas podem abordar diferentes detalhes, segundo o professor Antonio Mario Salles, do Objetivo. "Os conceitos também podem ser usados em conteúdos sobre cinética, química e equilíbrio".
O primeiro passo é diferenciar solvente e soluto, lembrando que soluções referem-se a misturas homogêneas. "Em uma solução de água com açúcar, este último não é visível a olho nu", ressalta o professor. Segundo ele, sempre caem perguntas sobre o coeficiente, a máxima quantidade de substância que pode ser dissolvida em certa quantidade de solvente. “Como as quantidades variam com a temperatura, é possível fazer representações gráficas, as tais curvas de solubilidade”, explica o prof. Salles.
Sobre a concentração das soluções, que se refere à quantidade de soluto de solução, preste atenção na concentração medida em mol por litro, que é mais frequente nos vestibulares. Dentre as propriedades coligativas, o prof. Salles destaca a pressão osmótica, que é importante também em biologia. "Na passagem por uma membrana semipermeável, só passa o solvente. Está relacionado à entrada e saída de água na célula, ou na raiz das plantas", comenta.
Natureza e engajamento
Depois de tantos cálculos, que tal um pouco de arte? Em Literatura, o roteiro desta semana traz a poesia do Romantismo no Brasil. Gonçalves Dias (Poesias), Álvares de Azevedo (Noite na taverna, Lira dos vinte anos) e Castro Alves (Espumas Flutuantes, Os escravos) são os grandes nomes representativos do movimento.
O saudosismo, idealização e exaltação da natureza de Gonçalves Dias, o pessimismo e melancolia byronista de Álvares de Azevedo e o engajamento político de Castro Alves não têm sido muito perguntados nos vestibulares recentes. "Se o estudante tiver o conhecimento das características destes três autores, consegue resolver qualquer questão sobre o romantismo no Brasil", afirma o professor Daniel Perez, coordenador da área de humanas do Curso Henfil.
No roteiro de Português desta semana, termos integrantes da oração (objetos direto e indireto, complemento nominal), são tão importantes quanto os termos essenciais, estudados na semana passada. Atenção especial às preposições, fundamentais para diferenciação de objeto direto e indireto. "São assuntos de extrema importância para os vestibulares, mas não para responder perguntas conceituais", adverte o prof. Perez, do Henfil. Principalmente em segunda fase de exames, dominar este conteúdo ajuda a resolver questões em que se pede para reescrever uma sentença ou trocar o conectivo. "O tema interfere também em coerência e coesão do texto".
Modernidade e mercantilismo
Com a dinâmica dos vestibulares dos últimos anos, não se pode mais afirmar quantas questões de cada tema vão cair. Mas, a análise dos exames recentes mostra que as eras Moderna e Contemporânea estão aparecendo com mais peso nas provas de História Geral, segundo o professordo Cursinho da Poli, Elias Feitosa de Amorim Jr.
No conteúdo desta semana, Estado moderno e absolutismo monárquico, ganha destaque a ascensão da burguesia, que se torna um grupo econômico cada vez mais forte dentro do Estado. Por seu lado, a figura do rei ganha poder, sustentada pelos impostos pagos pelos burgueses. Em contrapartida, esta classe ganha apoio do rei para as práticas mercantilistas – é o capitalismo em ação. As explicações são do prof. Elias
Outro ponto importante é a expansão marítima, pela qual o mercantilismo toma uma dimensão além da Europa. “Novas terras entram no mundo europeu, tem início o processo colonial”, conta o professor.
A fragmentação de nosso roteiro resultou em descompasso entre a História do Brasil e a Geral. Portanto, damos um salto no tempo e no espaço, para estudar a expansão e ocupação territorial do País, no período colonial. Segundo o professor Elias, do Cursinho da Poli, quatro pontos importantes estão intrinsecamente relacionados neste tema: a União Ibérica, as invasões estrangeiras (holandesas e francesas, principalmente), o bandeirismo e os tratados e limites.
Dentro destes tópicos, destaque para o movimento de interiorização pelos bandeirantes, a princípio para captura de indígenas para serem escravos, depois, com a busca ouro e metais preciosos e o combate a quilombos, onde se encaixa o episódio de Palmares. Lembre-se que este não foi o único, sugere o professor Elias.
Entre os tratados, o de Madri, de 1750, ganha importância porque foi por meio dele que o País ganhou a “cara” que tem hoje. “Até aquele momento, a possibilidade de ter uma ampliação tão grande do território da colônia não era factível”, afirma Elias. A negociação entre Portugal e Espanha envolvendo a colônia de Sacramento e as terras das missões em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o princípio de uti possidetis (uso e posse) e as consequências posteriores, do ponto de vista geopolítico (relação do Brasil com países vizinhos, integridade territorial e proteção de fronteiras) merecem ser estudados com atenção.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Retratos do Império e do exílio: imagens da família imperial


O processo de independência do Brasil não se resume aos desdobramentos do 7 de setembro de 1822, mas esta data pode ser entendida como o fim de uma etapa, a qual se iniciou com s vinda da Família Real em 1808 e a mudança do centro político do Império Português para o Rio de Janeiro. O governo imperial foi alterado com o retorno de D.João para Portugal e o fato de seu filho, D. Pedro ter ficado como Príncipe Regente em 1821 já detonava que algo havia mudado, afinal, desde 1815, o Brasil foi elevado à condição de Reino Unido.

O I Reinado (1822-1831) foi marcado pela transição política em relação a Portugal, mas ao mesmo tempo, ainda rondava o fantasma da “recolonização”. No plano interno, o status quo foi mantido, pois a elite latifundiária e escravocrata continuava a deter o controle político e econômico.

Se as ações de D. Pedro foram cruciais para a Independência, podemos dizer que também foram para a abdicação, pois a Constituição outorgada de 1824, o centralismo político e os desdobramentos da sucessão do trono português com a morte de D. João VI em 1826 criaram uma situação inconciliável nos planos interno e externo do Império do Brasil.

O governo de Dom Pedro II (1840-1889), nascido de uma manobra política tentou proporcionar uma fase de estabilização na política interna, especialmente pelo quadro instável da regência (1831-1840), fato que gradualmente se modificou, especialmente pela alternância dos partidos (Liberal e Conservador) no poder, consolidando uma maior estabilidade, dentro da qual não foi abandonada a manutenção da postura centralizadora e dessa forma, no campo econômico, a manifestação de um “surto de desenvolvimento” proporcionado pela economia cafeeira, acompanhado pelo fim do tráfico de escravos em 1850, pela Lei Eusébio de Queirós.

No plano externo, o Império do Brasil não conseguiu se emancipar da em relação à Inglaterra, mas no âmbito regional tentou interferir na condução política das repúblicas vizinhas, inclusive militarmente, fato que gerou as Guerras Platinas (1851-1852) e logo em seguida, a Guerra do Paraguai (1864-1869).
D. Pedro II, que durante muitos anos mostrou-se um perspicaz articulador político, equilibrando-se no poder entre liberais e conservadores, porém na concepção da elite emergente da riqueza do café, a ordem imperial acabava por se tornar anacrônica em relação aos anseios progressistas e em virtude disso, perdeu o apoio de parte dos fazendeiros, o que abriu espaço para o crescimento do movimento republicano, oficializado pela Convenção de Itu em 1873.

A Questão Religiosa que foi causada pela Bula Syllabus (1864), ordenação do Papa Pio IX que ordenava a expulsão dos maçons das paróquias brasileiras, mas a negação do Imperador e a desobediência dos bispos de Belém e Olinda que cumpriram a ordem papal e foram para a prisão, gerando a crise com a Igreja Católica.

A Questão Escravista representou o processo de gradativa ruptura com o sistema escravista: em 1871 foi aprovada a Lei do Ventre Livre, que declarava livre todo filho de escravo, nascido dali em diante; em 1885 a aprovação da Lei do Sexagenário, libertando todos os escravos com mais de 60 anos e por fim, em 1888 Lei Áurea, que aboliu a escravidão, gerando os “republicanos do 13 de maio”, grupo formado pelos fazendeiros do Vale do Paraíba, que usavam escravos em suas lavouras e até então tinham apoiado o Império.

A Questão Militar causada pelos interesses do Exército em participar do poder político, especialmente depois da vitória sobre o Paraguai e ao mesmo tempo, o centralismo do imperador que não permitia a participação do Exército.

A somatória desses elementos foram suficientes para a derrocada do Império em 15 de  novembro de 1889, através do Golpe de Estado liderado pelo Mal. Deodoro da Fonseca que proclamou a República.

Uma preciosa fonte de informações é o acervo de fotografias da Família Imperial que se encontram no Instituto Moreira Salles , em São Paulo. Vejam a exposição e passeiem um pouco mais sobre a História do Brasil.





Fonte: Instituto Moreira Salles

Retrato da Princesa Isabel e do Conde d'Eu no exílio, França, 1919.

O Instituto Moreira Salles de São Paulo abriu, em 19 de julho, às 19h30, a exposição Retratos do Império e do exílio: imagens da família imperial no acervo de dom João de Orleans e Bragança, com 170 fotografias pertencentes ao acervo do príncipe dom João de Orleans e Bragança, curador da mostra ao lado de Sergio Burgi, coordenador de fotografia do IMS. Compõem a exposição retratos da família imperial brasileira, muitos inéditos (em especial do período do exílio após a proclamação da República), além de importantes imagens associadas a eventos que marcaram o Império, como as comemorações do fim da Guerra do Paraguai e a abolição da escravatura.

Os visitantes da mostra poderão conferir registros de Marc Ferrez, agraciado pelo imperador com o título de Cavaleiro da Ordem da Rosa e também fotógrafo da Marinha Imperial; e Revert Henry Klumb, professor de fotografia das princesas Isabel e Leopoldina. Os dois mantiveram uma relação muito próxima com a família imperial – fotografaram momentos de maior privacidade no interior dos palácios, registrando imagens menos formais, em que os retratados se relacionam com a câmera de uma forma direta e menos mediada pelas exigências do cargo e da vida pública. Também estarão na mostra imagens de Alberto Henschel, Joaquim Insley Pacheco, Luiz Terragno, Otto Hess, entre os diversos fotógrafos atuantes no Brasil que integram o acervo, além de imagens dos fotógrafos retratistas europeus Félix Nadar e John Jabez Edwin Mayall, entre outros.


Clique aqui para conhecer o catálogo da mostra.


EXPOSIÇÃO RETRATOS DO IMPÉRIO E DO EXÍLIO
Abertura: 19 de julho de 2011, às 19h30
Exposição: de 20 de julho a 11 de setembro de 2011
De terça a sexta, das 13h às 19h
Sábados, domingos e feriados, das 13h às 18h
Entrada franca
Classificação livre

Instituto Moreira Salles – São Paulo
Rua Piauí, 844, 1º andar – Higienópolis
Tel.:             (11) 3825-2560