As Ricas Horas do Duque de Berry

As Ricas Horas do Duque de Berry
As Ricas Horas do Duque de Berry. Produção dos irmãos Limbourg - séc. XV. Mês de novembro

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Notícias de Juiz de Fora - MG

Estou participando do XII Simpósio Nacional da Associação Brasileira de História das Religiões, sediado neste ano na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Minas Gerais.

O tema articulador do encontro é "Experiências e Interpretações do Sagrado: interfaces entre saberes acadêmicos e religiosos".

A abertura foi nesta terça, 31/03, com a conferência do Prof. Dr. William Paden, professor da Universidade de Vermont, EUA. Sua conferência tratou da importância dos estudos comparados das religiões, apontando para as dificuldades e conceitos que buscam uma investigação mais consistente da relação do homem e o sagrado.

Ontem, quarta-feira, tivemos a conferência de outro renomado especialista: Prof. Dr. Steven Engler, professor da Mount Royal University, de Alberta no Canadá.

A conferência de encerramento será amanhã, 03/06, com o Prof. Dr. Otávio Velho, do Museu Nacional da UFRJ.

Bem, modestamente, amanhã farei a apresentação da minha pesquisa:


A devoção mariana nos vitrais da catedral de Chartres (séculos XII-XIII): apontamentos conceituais e metodológicos.


O texto na integra será publicado no site da ABHR ao término do encontro. Abaixo, coloco o resumo da apresentação que farei:



O objetivo desta comunicação é apresentar alguns apontamentos sobre a devoção mariana que pode ser entendida não só como uma prática religiosa, mas também como um fenômeno social que é dotado de grande complexidade em virtude das diferentes variantes que se entrelaçam dentro de sua organização, manifestação e difusão.

Entendemos que, no caso de Chartres, a dimensão visual dentro do espaço sagrado tem um papel central para o estudo da devoção mariana, pois além de mostrar a História Sagrada, sua importância pedagógica e doutrinária, os vitrais se constituem em fontes iconográficas para a compreensão da cultura intermediária compartilhada entre os diferentes fiéis que frequentavam a catedral, a qual era a referência entre o mundo material e o espiritual (ponto de coesão) e ao mesmo tempo, espaço de tensão entre seus diferentes agentes sociais (nobres, clérigos, burgueses, artesãos, camponeses e peregrinos) que compunham a sociedade estamental medieval.
Entendemos que a construção da iconografia mariana está inserida não só nas representações da arte cristã, mas também presente no epicentro de uma história político-religiosa de grande intensidade, implicando nas tensões que envolviam a consagração da ortodoxia ou de uma legitimidade para a adoção de um modelo prestigioso ou ainda, o reconhecimento simbólico de uma área de poder, mas também, a expansão estereotípica da figura de Maria.

Por enquanto é isso! Sábado estou de volta às terras paulistanas.
Inté!!

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