As Ricas Horas do Duque de Berry

As Ricas Horas do Duque de Berry
As Ricas Horas do Duque de Berry. Produção dos irmãos Limbourg - séc. XV. Mês de agosto

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A figura da bruxa e sua perseguição

De acordo com o senso comum, magia e bruxaria poderiam ser vistos como algo que tivessem mais ou menos, numa relação de semelhança, embora possa-se pensar que magia assinale algo mais elevado, mais nobre e por outro lado, a bruxaria representasse algo mais perigoso e terrível.
Porém, popularmente, a magia "natural" e mesmo a magia "cerimonial" não têm nada a ver com a bruxaria. O discurso é diferente se usamos outras distinções, na verdade menos antigas e autorizadas, mas infelizmente difundidas hoje em dia: da "magia branca" e "magia negra", por exemplo, que nasce de muitos equívocos; ou aquela - muito empírica – da "alta magia" e da "baixa magia" ("baixa" seja no sentido de vulgar, material ou de terrena e mesmo demoníaca.)

"O sabá das feiticeiras", xilogravura anônima, séc. XV.

Na verdade, todas estas distinções têm uma raiz nobre. Trata-se do De Civitate Dei (A Cidade de Deus) ou do Divinatione Daemonium (A adoração ao demônio) de Santo Agostinho, obras nas quais - com forte sentido polêmico contra os gnósticos - ele discute a distinção gnóstica entre duas formas de invocar os espíritos e de dominar, através de sua sabedoria, a natureza, ou de conhecer o futuro com a sua ajuda. Estas duas formas são, em grego, a teurgia ("arte de atuar com os deuses") e a goeteia ("arte de atuar com as coisas da terra, da matéria"). Atuando em teurgia, diziam os gnósticos, nos referimos apenas a espíritos bons, puros, superiores, com cerimônias puras e em situações sempre boas; atuando em goeteia (o que permanecia, ao nível teórico, coisa vergonhosa e perigosa, pois proibida), entramos em contato com espíritos maus, inquietos, infelizes, que buscam sacrifícios impuros para manifestarem-se e sempre gozam com o sangue e outras coisas sujas. Com esses espíritos só se atua quando se quer fazer o mal.
Gravura "Feiticeiras", Albrecht Dürer, 1491.

A resposta de Santo Agostinho aos gnósticos sobre esse ponto coincide com a fundação da demonologia cristã. Esclarecendo que a goeteia é, sem dúvida, ciência diabólica, Agostinho demonstra que a teurgia também o é, porque os únicos espíritos que querem entrar em contato com os homens, sem a ordem de Deus, são espíritos maus.
Podemos, de toda maneira, aceitar a visão comum, que faz coincidir "baixa magia" e "bruxaria"?
A resposta a essa pergunta, se quer ser correta, tem que ser colocada em dois níveis distintos: histórico e antropológico. No histórico o saber mágico apresenta-se como um conjunto complexo de fatores, uma "visão do mundo" orgânica, que também permite a ação prática nas coisas. Há, sem dúvida, na fenomenologia do ato mágico, rituais que se podem aproximar da feitiçaria ou da bruxaria, mas a distinção está, seja no método, seja no plano da sabedoria e do conhecimento. O mago age porque e na medida em que conhece as relações entre as coisas; a bruxa só conhece, e de forma mecânica, alguns atos que determinam alguns efeitos nas relações de causa e efeito.


Gravura presente no Martelo das Feiticeiras (Malleus Maleficarum), 1484.

O espanhol bruja e o português bruxa são palavras usadas no mesmo sentido em que se usaram strega em italiano, sorcière em francês, witch em inglês, Hexe em alemão, e todas estas palavras traduzem o que nos documentos latinos, a partir do século 13, se entendia por palavras como incantatrix ou malefica (as palavras strix ou striga se afirmaram, no sentido que nos interessa, só mais tarde. Menos freqüentemente se usou também lamia e arlia ).
Nossa cultura europeia tem duas raízes: a primeira é bíblica, a segunda greco-romana. Atrás de ambas há uma ampla história de encontros, de relações, de misturas. Nós, aqui, não podemos falar disso. Limitamo-nos, então, à Bíblia e aos gregos e romanos. A Bíblia proíbe o que, em sua tradução latina, é carmina, incantationes, maleficia; ela condena os arioli e os incantatores. Ela proíbe, também, toda forma de investigação do futuro e de interrogação dos mortos, como se vê no episódio do rei Saul e da pithonissa de Endor.

Gregos e romanos têm uma atitude diferente. Sem dúvida há homens, e sobretudo mulheres, que fazem prodígios, até trazer a lua do céu e fazer com que a corrente dos rios corra ao contrário, subindo da foz à fonte; mulheres que podem, também, controlar a metamorfose de seres humanos em animais e dar ordens aos mortos. Desde as divinas Circe e Medéia, filhas do sol, até as incantatrices - algumas repugnantes - das quais nos falam Virgílio, Ovídio, Horácio, Lucano, Stacio e Apuleio, a cultura clássica nos oferece um quadro fenomenológico completo da bruxaria. Mas tudo isso é chamado carmen ou então cantus, ou seja, "fórmula mágica", ou simplesmente maleficium, isto é - eufemisticamente -"mal feito", "crime".

A cultura medieval, muito antes do Renascimento, se enche de literatura latina. Os poetas latinos são inclusive auctoritates, ou seja, é difícil recusar o que eles apresentam como fatos seguros e verdadeiros. Santo Agostinho será obrigado a construir uma completa - e complexa - teoria teológica e demonológica para demonstrar que os prodígios mágicos são somente enganos demoníacos. Frente aos prodígios e rituais dos magos, entretanto, o papel da incantatrix torna-se ao mesmo tempo mais simples mas também mais obscuro, mais mau. O magus conhece as leis ocultas do universo, lê o caminho das estrelas, sabe quais são as relações entre os planetas, as pedras preciosas e a alma humana: é um sábio. A incantatrix não sabe ou não tem o cuidado de conhecer as coisas que emprega para atuar, e atuar de maneira má. A incantatrix é maléfica, porque faz o mal (feiticeira de "fazer" ?). 

Ela atua, sobretudo, em três direções:

1. A metamorfose. A incantatrix pode transformar-se em animal (frequentemente uma ave de rapina noturna, como um morcego ou uma coruja) e nessa forma perturbar sobretudo as crianças, sugando-lhes o sangue até a morte. Na origem, esta crença era estruturada ao contrário: havia gênios maus que à noite tomavam forma de pássaros sugadores de sangue e de dia a de velhas mulheres. A incantatrix pode também transformar os outros em animais.

2. A incantatrix atua como xamã: viaja ao país dos mortos, fala com eles e graças a eles prediz o futuro.

3. A incantatrix também faz, com seu carmen, seu cantus, rituais e ervas que ela conhece, maleficia que dão ou tiram amor, que matam as crianças no próprio seio materno, que podem chegar até à morte.
Essas são as características das incantatrix, que a antiguidade e a Idade Média nunca esqueceram, mas que ao longo de muitos séculos ficaram no fundo das crenças comuns. Com a Idade Média, entraram em contato com a cultura cristã - que permanecia bíblica e romana e não admitia a realidade dos poderes mágicos - e também com crenças novas de origem céltica, germânica, inclusive, mais tarde, eslava e báltica. As crenças em sua expressão folclórica muitas vezes se assemelham: mas a Igreja não parecia preocupar-se com todas aquelas coisas que ela chamava superstitiones, vanitates.

Gravura “Feiticeiras” Hans Baldung Grien, 1514.

Entre o século IX e o século XI, por exemplo, em algumas regiões alemãs, muitas mulheres confessavam aos curas que, à noite, enquanto seus corpos jaziam ao lado do marido na cama, seus espíritos voavam em cortejo atrás da deusa Diana. Segundo os curas que relatavam estas confissões, os bispos reagiam rindo e respondiam que tudo isso eram apenas sonhos de pobres mulheres insatisfeitas.

A crise do século XIV, que começou com uma série de anormalidades agrícolas muito desfavoráveis, e teve seu ápice da Peste Negra entre 1348 e 1350, criou uma situação muito ruim, que continuou até a metade do século XVII, caracterizada por epidemias, carestias, fome e mortalidade, sobretudo de crianças. No nível religioso, aconteceu que, nestes mesmos séculos, a Igreja teve que fazer frente a muitas heresias e, depois, sofrer a Reforma Protestante, que a cortou em duas. No nível político, estes séculos - desde o XIV  até o XVII - foram os mesmos em que se tentou criar os Estados modernos, que não admitiam que ninguém nem nada pudesse fugir do seu controle.

Na luta pela manutenção da supremacia, a Igreja perseguia as velhas superstições: desastres climáticos, econômicos e sociais para os quais era necessário encontrar um "bode expiatório" a quem atribuir responsabilidade, coincidindo também com o novo e duro controle da sociedade pelo estado absolutista. Estas três circunstâncias, atuando ao mesmo tempo, foram a origem da caça às bruxas como da perseguição de outros marginais, como os leprosos e os judeus.

Num primeiro momento, como se vê muito bem nos tratados inquisitoriais de Bernardo Gui e de Nicholas Eymerich - que são, os dois, do século XIV, o problema era ver se as bruxas (mas havia bruxos também) podiam ser consideradas heréticas, analisando suas ações e o desdobramento delas, que podia gerar o “abandono da fé verdadeira” e assim, seus seguidores buscavam adorar Satã.

                                   “A negação da Fé” xilogravura anônima, séc. XV.

Mas, em muitíssimos casos, a insistência das denúncias, inclusive, ou melhor, sobretudo populares, de acontecimentos de bruxaria, obrigou os inquisidores a considerá-las. As acusações mais frequentes eram de assassinato de crianças, de feitiçarias feitas, também, com o uso de coisas provenientes desses assassinatos (por exemplo, toucinho de crianças pequenas), de profanação de hóstias consagradas. Mais ou menos desde a metade do século quatorze começaram também as acusações de "encontros mágicos"  em que as bruxas chegavam transformadas em animais mágicos (sobretudo bodes), e onde se cozinhavam e se comiam carnes infantis e se mantinham relações sexuais promíscuas, inclusive com o próprio diabo. Essa prática presumida acabou denominando-se "sabá", desenvolvimento do "vôo mágico", do qual, no século XI, haviam apontado como "pouco provável" pelos bispos da Alemanha.

                                           

                           "Linda maestra "Gravura da série "Los Caprichos",  de Francisco Goya,1799.

Uma grande quantidade de superstições até então dispersas convergiu para esta nova imagem das bruxas, que era a imagem de uma mulher má, aliada do diabo e enlaçada a ele através de um pacto, cuja tarefa era a derrubada da cristandade. Foram os teólogos do século quinze que aperfeiçoaram os elementos que ainda faltavam à imagem "definitiva" da bruxa: o pacto com o diabo e a realidade dos poderes mágicos. Foi uma revolução teológica e jurídica que inaugurou a "caça às bruxas".

Quero que me permitam acentuar o caráter disperso - como acabo de dizer - dos elementos que começam a compor a imagem da bruxa. Estes elementos se refletem nas palavras vulgares que compreendem o que os textos latinos continuam chamando incantatrix, maleficia, lamia. No italiano a striga e a strighiera, ou mesmo, a ideia de strix se refere à ideia de metamorfose e de vampirismo; na língua francesa temos a sorcière, que vem de sortes e indica, antes de tudo, uma técnica de conhecimento do futuro; já no espanhol bruja, o português bruxa e o alemão Hexe referem-se ao caráter sagrado de antigas mulheres sábias, pagãs, que habitavam os bosques, e provêm de etimologias que indicam a madeira e as árvores; em inglês witch indica a sábia germânica, a Wicca (que no alemão significa wissen, "saber", "conhecer").
                                         
                                          "O beijo obsceno", xilogravura anônima, séc. XV

Características comuns da bruxa nos finais da Idade Média, como as que se veem no Malleus Maleficarum dos frades dominicanos, Kramer e Sprenger (1484), são o voo mágico, o pacto com o diabo, o assassinato das crianças, a destruição de farinha e de colheitas, a metamorfose animal. É a construção de um perfeito "bode expiatório", ao qual, até a metade do século dezessete, serão atribuídas as responsabilidades por toda a má sorte do Ocidente. O que não significa que não existiam bruxas, no sentido de que não existissem mulheres que afirmavam - também espontaneamente, para ganhar dinheiro - serem bruxas. Mas, em última instância, o que era a bruxaria? Uma ficção, uma burla, uma mentira feita para enganar os ingênuos? Uma ilusão criada, inclusive pelas próprias bruxas, quando sob o efeito de substâncias alucinógenas ou de sonhos ou de loucura?



Talvez um misto de todas estas coisas. Quem estuda a bruxaria tem que lembrar que limitar-se à fenomenologia é mais prudente do que tentar uma tipologia; e que nunca será possível estudar as bruxas em si mesmas porque sua voz livre nunca chegou até nós, obrigados a estudá-las através dos documentos de teólogos e inquisidores. Indiretamente. O que vale, por fim, é que os clientes das bruxas são muito mais interessantes que as próprias bruxas. Porque as bruxas são, antes de mais nada, consolatrices afflictorum, vendedoras de sonhos e de ilusões de potência, de triunfo, de vitória, de vingança. E são bodes expiatórios dos maus pensamentos de uma sociedade cheia de desejos e de medo, de vícios e de impotência. A bruxaria triunfa quando não há esperança de outra redenção, nem social nem cultural.

                                                  “A visão do Inferno”, anônimo, séc. XVIII

Documento histórico: 
Bula Summis desiderantes (1484)
Inocêncio VIII (1484-1492)
Inocêncio, Bispo, Servo dos servos de Deus, memória eterna
Ansiamos por com a mais profunda ansiedade, como exigido pelo nosso apostolado, que a fé católica para crescer e florescer em todos os lugares, especialmente em nossos dias, e que toda depravação herética ser removidos os limites e fronteiras dos fiéis, e com grande alegria e até mesmo proclamar restaura os meios e os métodos através dos quais o nosso desejo piedoso para obter o efeito desejado, porque, quando todos os erros foram Mostrar arrancadas pelo trabalho diligente, ajudados pela enxada de um providente agricultor zelo, para a nossa Santa Fé e observância regular que irá imprimir mais fortemente nos corações dos fiéis.
De fato, nos últimos tempos veio aos nossos ouvidos, mas não aflito com amarga tristeza, a notícia de que em algumas partes do norte da Alemanha e nas províncias, municípios, territórios, distritos e dioceses Mungúcia, Colônia, Trier, Salzburgo e Bremen, muitas pessoas de ambos os sexos, sem se importar com sua salvação e removido da fé católica, foram abandonados a demônios, íncubos e súcubos, e pelos seus encantamentos, feitiços, encantamentos e feitiços outros execráveis e artefatos, enorme e crimes horríveis, mataram os filhos que ainda estavam no útero, que também fez a prole de gado, que arruinou os produtos da terra, as uvas da vinha, os frutos das árvores ainda mais, para mulheres e homens, animais de carga, rebanhos e animais de outras espécies, vinhas, pomares, prados, pastagens, trigo, cevada, e qualquer outro cereal; esses infelizes também perseguir e atormentar homens e mulheres, bestas de carga, rebanhos e animais de outras espécies, com dores terríveis e dolorosas condições, tanto internos como externos; impedir os homens de ter relações sexuais e mulheres engravidar, de modo que o casal não pode conhecer as suas mulheres, ou aqueles que recebem.

Além disso, como blasfema a renunciar sua fé é deles pelo Sacramento do Batismo, e por instigação do Inimigo da Humanidade não é abrigo de cometer e perpetrar os mais horríveis abominações e excessos mais sujo, com o perigo moral de sua alma , que ultrajaram a Majestade Divina e são causa de escândalo e perigo para muitos. E embora nosso amado filhos Heinrich Kramer e James Sprenger, professores de teologia da Ordem dos Frades Pregadores, foram nomeados, por Cartas Apostólicas inquisidores para investigar as práticas dessas depravações heréticas, e ainda são, o primeiro nas regiões citadas no norte da Alemanha, incluindo os municípios acima mencionados, distritos, dioceses e outros locais específicos, e o segundo em determinados territórios que se estendem ao longo das margens do Reno.  Devem descobrir mais coisas que lhes dizem respeito, e como já mencionado nas cartas de delegação expressa sem mencionar nomes específicos destas províncias, cidades, dioceses e distritos, e dado que os dois delegados e abominações que eles terão de enfrentar não são designados em detalhes e especiais, essas pessoas não têm vergonha de afirmar, com a máxima desfaçatez, que essas atrocidades não são praticados nas províncias.

Inquisidores não têm o direito legal de exercer os seus poderes inquisitoriais nas províncias, cidades, dioceses, distritos e territórios referidos acima, e não pode continuar punindo e corrigindo os criminosos presos condenados por crimes hediondos e os a muitos males foram expostos. Portanto, no referido províncias, cidades, dioceses e distritos, as abominações e atrocidades em questão continuam a doença de altura, não sem perigo aparente para a alma de muitos e ameaça a condenação eterna.
Porque nós, como é nosso dever, nós profundamente ansiosos para remover todos os impedimentos e obstáculos que podem atrasar e dificultar o bom trabalho dos inquisidores, e aplicar remédios poderosos para prevenir a doença de heresia e infâmia outros dão a sua destruição ritmo veneno de muitas almas inocentes, e como o nosso zelo pela fé nos inspira a fazer em particular, e para estas províncias, cidades, dioceses, distritos e Alemanha, já especificadas, não estão privados dos benefícios do Santo Ofício que lhes são atribuídas pelo tenor destes presentes, e em virtude de Nossa. Autoridade apostólica Nós decretamos e ordenamos que os inquisidores citada poderes para proceder à sua correção, prisão e punição de qualquer povo justo, sem impedimento ou obstáculo em todos os sentidos, como se as províncias, cidades, dioceses, distritos, territórios, e até mesmo os indivíduos e seus crimes, tinham sido especificamente nomeados e particularmente designados em Nossas cartas. Além disso, nós dizemos, e para a segurança estender essas cartas, a delegação dessa autoridade, de modo que eles atinjam as províncias acima mencionadas, cidades, dioceses, distritos e territórios, pessoas e crime agora referido, e dar permissão para os inquisidores citada cada um deles separadamente ou ambos, bem como Gremper, Nosso amado filho, John, sacerdote da diocese de Constança, como seu escrivão, tabelião ou outros para estar junto com eles, ou com um deles, temporariamente delegada às províncias, cidades, dioceses, distritos e territórios referidos, a fim de proceder, de acordo com as regras da Inquisição, contra qualquer pessoa, independentemente do status posição ou riqueza, e para corrigir, tudo bem, prender e merecem punição como seus crimes, que foram considerados culpados, a pena adaptar o grau da ofensa. Além disso, dizemos que apreciar a total e completa autoridade para expor e pregar a palavra de Deus aos fiéis, como muitas vezes como a oportunidade se apresenta como lhes parecer adequada em todas as igrejas paroquiais destas províncias e podem celebrar livremente e legalmente quaisquer ritos ou realizar quaisquer atos que parece aconselhável nos casos mencionados. Por Nossa autoridade suprema, nós garantimos o poder total e completa novamente.
Ao mesmo tempo, e Cartas Apostólicas, pedimos aos nossos irmão venerável bispo de Estrasburgo * que se anuncia ou através de outros fazem anunciar o conteúdo da nossa
Bula, quando solenemente publicar e sempre que necessário, ou quando ambos ou um deles inquisidores pediu para fazê-lo. Também assegurar que, em obediência ao nosso mandato não é para molestar ou impedir por qualquer autoridade, mas todos os que ameaçam tentar irritar ou assustar os inquisidores, todos os que se opõem a eles, esses rebeldes, independentemente da sua classificação , fortuna, posição, destaque dignidade, ou condição, o. , O que quer que os privilégios de isenção podem reivindicar, com a excomunhão, suspensão, interdição e penalidades, censuras e castigos ainda mais terríveis, e sem direito a recurso, e que, como desejado por Nossa autoridade pode acentuar e renovar estas penalidades, como muitas vezes como que acha conveniente, e chamada de sua ajuda, se assim o desejar, ao braço secular da justiça.
Portanto, ninguém. Mas se alguém presumir fazer tal coisa, Deus me livre. deixá-lo saber que ele vai cair sobre a ira de Deus Todo-Poderoso, e os Santos Apóstolos Pedro e Paulo.
Dada em Roma, junto de São Pedro no dia 9, Ano da Encarnação de Nosso Senhor 1448, no primeiro ano do nosso pontificado.


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